Centro de formação executiva focado em liderança, inovação e curadoria de conteúdos para líderes e gestores do futuro.

Conheça mais

O portal brasileiro da faculdade de gestão do MIT, trazendo conteúdo de qualidade e confiável sobre o tema.

Você está aqui

Acesso a estudos exclusivos e materiais de ensino produzidos pela faculdade de negócios de Harvard.

Versão brasileira do portal referência em negócios na China, endossado pela universidade de negócios Cheung Kong.

Conheça mais
O CNEX faz parte do ecossistema Atitus. Conhecimento, tecnologia e inovação. Conectadas com o mesmo propósito: o seu futuro.

Status de leitura

Faça login para usar este recurso

Crie uma playlist

Faça login para salvar este conteúdo em suas playlists

Não lido

©2026 MIT Sloan Management Review Brasil. Todos os direitos reservados. A reprodução, total ou parcial, é proibida sem a autorização prévia e expressa do CNEX.

Compliance

Governança vs agilidade: o desafio persiste

Como equilibrar capacidade de inovação, velocidade e burocracia em um mundo em transformação

Phelipe Buratto Estevez
3 de junho de 2025
4 min de leitura
Governança vs agilidade: o desafio persiste

As organizações contemporâneas operam em um ambiente cada vez mais complexo, marcado pela necessidade simultânea de inovar e de manter o controle. O estudo Global Hopes and Fears, conduzido pela PwC em 50 países com mais de 56 mil entrevistados, revela que os profissionais demonstram grande interesse em adquirir habilidades digitais, incorporar a inteligência artificial no cotidiano e enfrentar novos desafios de carreira. No entanto, 65% dos gestores percebem o excesso de regras internas como um obstáculo à agilidade organizacional. Em minha percepção, esse paradoxo representa um dos principais desafios à competitividade das empresas — e se torna ainda mais crítico em mercados caracterizados pela volatilidade e pela disrupção tecnológica.

Segundo a McKinsey, 84% dos executivos reconhecem a inovação como fundamental para o crescimento das organizações. Essa crença é reforçada pelo risco constante de obsolescência e pela cultura do fast fail. Vivemos em uma era em que empresas tradicionais perdem espaço para concorrentes ágeis. Um exemplo claro disso é a Netflix, que revolucionou a indústria do entretenimento ao introduzir modelos de negócio e tecnologia que rapidamente conquistaram espaço, ultrapassando concorrentes tradicionais. Nesse contexto, a experimentação rápida é essencial, mas ainda é impactada por processos burocráticos de aprovação. Isso explica porque apenas 6% desses gestores estão satisfeitos com seu desempenho nessa área.

No entanto, estruturas hierárquicas e políticas de compliance são essenciais para gerenciar riscos e trabalhar em conformidade legal. Vejo que o problema está no excesso de camadas decisórias e o impacto inevitável é a inibição da experimentação, inclusive em projetos de baixo risco. 

Por isso é essencial que as lideranças apresentem e incentivem uma cultura equilibrada entre o controle excessivo, que asfixia a criatividade e desincentiva a proposição de ideias, e a agilidade. Se o pêndulo vier para esse lado, os riscos são gigantescos. 

Modelos híbridos: agilidade com segurança

Não se trata apenas de evitar falhas operacionais, mas também de mitigar riscos críticos como vazamento de dados, crimes cibernéticos e crises reputacionais. A agilidade e a criatividade em conjunto são essenciais para trazer melhorias em diversas frentes — tanto nos processos operacionais cotidianos quanto nas soluções técnicas —, fortalecendo a segurança e a resiliência organizacional.

A solução, portanto, está nos modelos híbridos, em que o compliance seja mais proativo e a inteligência artificial e a automação possam acelerar as verificações. Neles, a gestão ocorre com uma governança que permite regras mais flexíveis, que variam conforme o estágio do projeto. Onde frameworks ágeis, como o Scrum, são integrados à política de risco, e as equipes são empoderadas com autonomia e atuação multidisciplinar. Isso possibilita decisões rápidas, porém alinhadas à estratégia. Um exemplo é a Amazon, que trabalha com micro equipes para desenvolver soluções e manter padrões de compliance. O caminho, portanto, é repensar estruturas para torná-las mais ágeis em prol de uma cultura inovadora. 

Organizações que compreendem o paradoxo entre governança e agilidade como uma vantagem competitiva são capazes de criar ecossistemas de inovação sustentáveis, priorizando a flexibilidade sem abrir mão da ética. Nelas, o compliance é integrado ao design de produtos, e há investimento na formação de uma cultura em que todos os profissionais compreendem os riscos e atuam com responsabilidade. O resultado é o fortalecimento de uma cultura baseada na confiança.

Você leu o post? Então faça login e tenha acesso ao recurso de “Marcar como lido”.

Phelipe Buratto Estevez
Phelipe Buratto Estevez
Phelipe Buratto Estevez, graduado em sistemas de informação e com MBA em gestão de empresas pela FGV, acumula mais de 15 anos de experiência no setor digital. Atualmente CEO da Maitha, consultoria de soluções digitais end-to-end, lidera com foco em inovação e compromisso com o crescimento sustentável em um mercado tecnológico em constante evolução.

Este conteúdo está tagueado como:

Deixe um comentário

Ouvir
Bookmark (0)
Please login to bookmark Close
Exportar
Share
Conteúdo da editoria Finanças e ESG

Para você Faça login para ver sugestões personalizadas

Você atualizou a sua lista de conteúdos favoritos. Ver conteúdos
aqui