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IA RESPONSÁVEL 5 min de leitura

Build the future: adaptabilidade e responsabilidade na era da IA

Mercado global de IA deve chegar a US$ 407 bilhões de dólares até o final de 2027

Claudia Muchaluat
14 de fevereiro de 2025
Build the future: adaptabilidade e responsabilidade na era da IA
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A inteligência artificial (IA) já deixou de ser uma promessa do futuro e se tornou uma realidade concreta, com inúmeros casos de uso que impactam diretamente nossas vidas e soluções que transformam diversos setores. Em fase de rápida expansão da tecnologia, a previsão é de que o mercado global de IA atinja a marca de US$ 407 bilhões de dólares até o final de 2027, segundo a MarketsandMarkets

Embora todo esse impacto possa muitas vezes provocar incertezas, o desafio que se impõe é abraçá-la com uma postura de adaptabilidade e tomar as rédeas da narrativa para garantir que sejamos nós os agentes por trás dos parâmetros de uso da IA e de sua adoção para o bem comum. Este é o momento de liderar a discussão sobre IA. 

Como destacam Hector Levesque e Ronald Brachman no livro Machines like Us: Toward AI with Common Sense, o verdadeiro desafio da IA está em desenvolver uma “inteligência com bom senso”. Não basta que as máquinas processem grandes volumes de dados e façam previsões; é necessário que compreendam o contexto e a complexidade do mundo humano. 

Isso nos ensina uma lição essencial: assim como a IA precisa evoluir para adquirir bom senso, nós, humanos, precisamos evoluir para liderar essa transformação com protagonismo, responsabilidade e visão de futuro.

Adaptabilidade: o pilar da transformação

O conceito de adaptabilidade nunca foi tão essencial quanto agora. Vivemos em um mundo de transformações aceleradas, com a IA sendo um dos principais motores dessa evolução. 

Por outro lado, esse progresso pode ser intimidador, especialmente quando nos deparamos com tecnologias emergentes que desafiam e substituem métodos tradicionais de trabalho e pensamento. Uma pesquisa recente da McKinsey indica que 72% das empresas ao redor do mundo já adotaram alguma forma de IA em suas operações em 2024, um avanço significativo comparado aos 55% de 2023. 

Como profissionais e líderes, é nosso dever questionar constantemente como usar a IA de forma mais eficiente, como garantir que ela seja uma força positiva e inclusiva e quais são os desafios possíveis de serem superados.

Para a Intel, a tecnologia de IA tem o poder de criar impacto positivo, endereçar problemas complexos e impulsionar a inovação, gerando assim valor para a sociedade, clientes e parceiros. Queremos ser agentes de mudança e capacitação. Nossa missão é levar a inteligência artificial a todos os lugares por meio de plataformas que escalam soluções seguras e suporte a ecossistemas abertos, com produtividade e eficiência.

Coragem para abraçar o futuro

A jornada para acelerar a adoção da IA pode ser desafiadora, mas é essencial que os obstáculos não nos impeçam de explorar as possibilidades que o futuro nos reserva. A inteligência artificial oferece oportunidades sem precedentes para melhorar a qualidade de vida das pessoas e transformar a maneira como vivemos e trabalhamos. No entanto, também traz à tona questões éticas e outros dilemas que precisam ser enfrentados com seriedade.

Levesque e Brachman nos lembram de que a IA deve ser criada e utilizada com responsabilidade. O bom senso não deve ser apenas uma qualidade projetada para as máquinas, mas um princípio norteador para nós, humanos, à medida que implementamos essas tecnologias. Ao abraçar o futuro, temos a chance de ser os arquitetos dessa mudança, moldando uma IA que respeite nossos valores e beneficie a sociedade como um todo.

Inteligência é a capacidade de se adaptar à mudança.
Stephen Hawking, físico teórico e cosmólogo britânico

Hoje, a IA tem o poder de transformar setores inteiros – da saúde à educação e ao trabalho – mas também levanta preocupações sobre privacidade, segurança e desigualdade. É importante aprender com as últimas revoluções tecnológicas, quando a falta de governança foi um dos fatores para geração de impactos sociais. Ao promover debates éticos e transparentes, podemos garantir que a IA seja desenvolvida de maneira inclusiva, segura e sustentável, servindo aos setores da sociedade.

Precisamos ter discussões abertas e transparentes sobre os benefícios e desafios que a IA traz. Ao tomarmos as rédeas da narrativa, devemos buscar que a IA seja uma força que promova a inclusão, a equidade e o progresso sustentável. Temos a responsabilidade de liderar com ética, garantindo que a IA sirva à humanidade, e não o contrário.

A IA está em nossas mãos

Devemos ser agentes ativos dessa transformação, impulsionando a inovação, moldando a narrativa e garantindo que a IA trabalhe em prol de um futuro melhor para todos.

Assim como a IA precisa de “bom senso”, nós, líderes e profissionais, precisamos de visão, adaptabilidade e coragem para explorar esse novo território com responsabilidade e trabalhar na construção de um futuro que nos encha de orgulho.

Claudia Muchaluat
Executiva sênior com mais de 25 anos de experiência no setor de tecnologia, foi presidente da Intel Brasil, tendo atuado anteriormente como partner da IBM Consulting e como a primeira Chief Digital Officer (CDO) da IBM América Latina, liderando a transformação digital da empresa. Conselheira da Genesis (JV Einstein/Fleury) e mentora Endeavor, foi nomeada uma das 500 pessoas mais influentes da América Latina pela Bloomberg. É formada em engenharia eletrônica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com mestrado em administração de empresas pela PUC-RJ e MBA executivo pela Fundação Dom Cabral (FDC).

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