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INOVAÇÃO

Como fugir das três armadilhas que sabotam sua reinvenção

Avalie sua prontidão para a reinvenção com um framework que revela o peso de cada armadilha e identifica qual tem mais chances de impactar o negócio

Ryan Raffaelli
10 de novembro de 2024
28 min de leitura
Como fugir das três armadilhas que sabotam sua reinvenção

Steve Jobs subiu ao palco da Macworld em San Francisco, Califórnia, em 9 de janeiro de 2007 e anunciou: “Hoje, a Apple vai reinventar o telefone”. Ele prometeu que o iPhone de primeira geração estaria disponível para compra em apenas seis meses.

Porém o protótipo que Jobs tinha em mãos estava longe de ser um produto acabado. Sua equipe ainda trabalhava no desenvolvimento da tela touch, sensível ao toque mais durável para o smartphone. Embora o vidro fosse uma opção, a Apple não conseguiu encontrar um material que não quebrasse com uma queda do telefone.

Após a apresentação, Jobs ligou para Wendell Weeks, CEO da Corning, a empresa americana especializada em ciências de materiais que Thomas Edison havia contratado para criar as cápsulas de vidro para as primeiras lâmpadas produzidas. Jobs deu a Weeks apenas alguns dias para decidir se a Corning faria parceria com a Apple para desenvolver uma tela de vidro durável e sensível ao toque.

Para Weeks, esse compromisso significou redirecionar recursos críticos e 300 funcionários para longe do seu exitoso negócio de tela de cristal líquida, uma divisão que gerava um bem-vindo fluxo de caixa. Uma decisão que veio acompanhada do medo de fracassar, como ele mesmo me contou mais tarde: “Havia alguns na empresa que pensavam que o que Jobs queria era impossível. Se assumíssemos o desafio e falhássemos, Jobs transformaria a Corning em uma pária, a responsável por impedir a existência do iPhone”.

As armadilhas da reinvenção. São três
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Ryan Raffaelli
Ryan Raffaelli
Ryan Raffaelli é professor de gestão de empresas da Harvard Business School (EUA).

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