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Cinco lições que os países mais inovadores do mundo podem nos ensinar sobre como transformar sustentabilidade em motor de competitividade global
O Brasil tem potencial para assumir posição de destaque na economia verde, mas precisa aprender com quem já lidera a inovação global. Países como Suíça, Estados Unidos, China, Coreia do Sul e Singapura estão transformando a transição energética e a agenda de sustentabilidade em motores de crescimento, convertendo políticas ambientais em oportunidades tecnológicas e de mercado.
O especialista Valter Pieracciani, da Piera, consultoria de inovação e funding para inovação, destaca cinco lições que o Brasil pode aprender com os países mais inovadores do mundo para e aplicar para fortalecer sua competitividade, atrair investimentos e colocar a inovação verde no centro da estratégia nacional.
1. Previsibilidade e instituições sólidas atraem inovação
A trajetória da Suíça, o país mais inovador do mundo segundo o IGI (da ONU), mostra que a inovação floresce em ambientes de negócios estáveis e confiáveis. Instituições fortes e regulação previsível dão segurança para investimentos de longo prazo em setores de alto risco e intensivos em P&D, inclusive nas áreas de saúde, tecnologia limpa e indústria verde.
Lição para o Brasil: fortalecer instituições e reduzir a instabilidade regulatória são passos essenciais para dar segurança às empresas e destravar investimentos estratégicos.
2. Estabilidade e capital estrangeiro como motores de avanço
Singapura prova que estabilidade política e regulatória, aliada à abertura ao investimento estrangeiro, cria um ecossistema fértil para P&D e tecnologia. O país conecta universidades, indústria e capital internacional em hubs que hoje também aceleram inovação em energia renovável, mobilidade elétrica e manufatura sustentável.
Lição para o Brasil: criar regras claras, duradouras e transparentes para atrair investidores globais e aproximar academia e setor produtivo em torno de clusters de inovação.
3. Formação de talentos é o maior diferencial competitivo
A força dos EUA em inovação está na base sólida de profissionais em STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática). São esses talentos que alimentam ecossistemas como o Vale do Silício e sustentam avanços em inteligência artificial, biotecnologia e em soluções climáticas, como tecnologias de captura de carbono e energias renováveis.
Lição para o Brasil: priorizar a educação científica e tecnológica, formando mais engenheiros, matemáticos e programadores, é fundamental para sustentar um ambiente inovador de alto impacto.
4. Investimento empresarial em P&D gera resultados globais
A Coreia do Sul mostra que inovação exige empresas engajadas em pesquisa, com apoio governamental direcionado. Os resultados são patentes, pesquisadores corporativos e liderança em setores estratégicos como semicondutores, mas também em baterias, carros elétricos e tecnologias de energia limpa, áreas fundamentais da agenda verde.
Lição para o Brasil: estimular o investimento privado em P&D por meio de incentivos consistentes, proteção regulatória e parcerias em áreas críticas para a competitividade.
5. Inovação precisa ser prioridade para o Estado
A China transformou inovação em política nacional, com grandes investimentos em P&D e políticas públicas que aceleram empresas de tecnologia. A agenda inclui semicondutores, inteligência artificial e também tecnologias verdes, como energia solar e eólica. O governo atua como catalisador dessa transformação, garantindo escala e competitividade.
Lição para o Brasil: Colocar a inovação no centro da estratégia de desenvolvimento, com políticas de Estado de longo prazo que conectem indústria, ciência e tecnologia a prioridades nacionais.
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