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A viralização da inteligência artificial generativa por meio dessa complexa ferramenta tem muito a ensinar às empresas sobre como ter sucesso com seus projetos de IA, prestando atenção a cinco fatores
A inteligência artificial (IA) não é uma novidade. Como área da ciência, ela existe há quase 70 anos. Todos nós já usamos, ainda que indiretamente, os avanços da IA, mesmo que sem perceber. Por exemplo, ao fazer uma busca no Google, estamos utilizando IA. No entanto, durante décadas o campo sofreu de um paradoxo conhecido como “odd paradox”, pois mesmo já utilizando IA, como uma funcionalidade dentro de alguma ferramenta, tínhamos a sensação de que ela seria uma promessa para o futuro, e não algo do presente.
Quando falamos em Google ou Amazon, estamos falando de negócios que existem há pelo menos duas décadas e que foram criados totalmente alicerçados por IA. Mas a Amazon? Sim, a Amazon também com a utilização de algoritmos de recomendação personalizados desde a década de 1990. E mesmo com esses cases, poucos perceberam o quanto a IA já impacta, há muitos anos, as nossas vidas, os modelos de negócios, a gestão e a economia, mantendo, todavia, a percepção de ser uma promessa futura.
Ao mesmo tempo, desde os anos 2010, os avanços da IA vêm ganhando destaque na mídia. Acontecimentos como IA vencendo um campeonato de quiz ou xadrez chinês, sem a programação prévia das regras dos jogos, chamaram a atenção para o potencial de seus progressos. A IA se tornou popular, mas nem todos conseguiram traduzir em aplicações práticas no presente. Com isso, a mente de muitos foi inundada com futuras possibilidades nas esferas pessoais e profissionais, reforçando num primeiro momento o “odd paradox”.
Por outro lado, as empresas, atentas à transformação e ao potencial valor a ser gerado e capturado com o uso de IA, começaram a adotar soluções de IA e o desenvolvimento de modelos de machine learning (um dos campos da IA) para o apoio à tomada de decisão dos gestores. No entanto, a taxa de sucesso desses projetos é muito baixa. O Gartner estimou que 85% desses projetos falharam. Apenas metade dos modelos de IA prototipados são colocados em produção e, mesmo em produção, são pouco utilizados, pois ainda é necessário que se estabeleça o comportamento de utilização da IA.
Assim, um dos maiores desafios para uma real utilização sistemática dos progressos mais recentes da IA nos negócios se tornou o processo de adoção em si. E a adoção se dá no nível individual, pois, no fim das contas, as pessoas precisam realmente utilizar as soluções adquiridas ou desenvolvidas pelas empresas. E a existência do “odd paradox” atrapalha, pois cria nas pessoas um certo conforto emocional de que a “IA de verdade é algo que acontecerá no futuro”. E, apesar de ocorrer no nível individual, o resultado combinado preocupa, pois, quando olhamos para os números, a América Latina possui as piores estatísticas de adoção e uso de IA nas organizações, ficando quase 10% abaixo da média mundial conforme o AI index Report de 2022.
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