Ao aproveitarem dados obtidos por meio de sensores da internet das coisas, os provedores de produtos e serviços tradicionais podem criar valor por meio de ecossistemas de consumo, indo além de seus ecossistemas de produção
O termo “plataforma” costuma ser associado a ecossistemas vibrantes que conectam vários conjuntos de usuários — motoristas e passageiros (Uber), proprietários e locatários (Airbnb), usuários que buscam coisas e anunciantes (Google), vendedores e compradores (Alibaba), grupos sociais e desenvolvedores de aplicativos (Facebook). Essas plataformas digitais têm gerado valor sem precedentes, ofuscando muitas empresas tradicionais que passaram anos dominando suas indústrias com cadeias de produção e venda. Até recentemente, a maioria das empresas tradicionais não conseguia adaptar seus modelos de negócio para participar da chamada “economia do compartilhamento”. Porém, os sensores e outras tecnologias relacionadas estão mudando essa realidade.
Pense nos automóveis Ford equipados com tecnologia ativada por voz que podem pedir café com ajuda da Alexa, da Amazon. Usando dados sobre clima, trânsito e localização, o carro solicita um café que ficará pronto no exato instante que o motorista chegar à Starbucks mais próxima. (Isso, nos EUA, desde 2017.) Você pega seu café sem precisar esperar na fila e o aplicativo FordPass, que contém suas informações de pagamento móvel, completa a transação automaticamente. (FordPass está disponível no Brasil.)