Ganha-se o jogo alinhando-se estratégia e habilidades
A narrativa dos heróis corporativos já era? Talvez não…
Se tem uma fala que encontra ressonância no meio executivo atual, é esta que vem dos líderes: “Parem de pedir que sejamos heroicos, não queremos mais fazer sacrifícios”. Os funcionários, sabemos, também trocam de bom grado o rótulo de heróis pelo de pessoas com a saúde mental em dia. Então, por que uma publicação que defende a mais avançada gestão, de caráter sistêmico, estampa a imagem de super-heróis?
Bem, tem a ver com a nova abordagem de gestão de talentos exposta nesta edição, que requer muito comprometimento dos líderes em todos os níveis, e um comprometimento de longo prazo tanto com propósito como com lucratividade. Tem a ver com uma nova prática de meritocracia, menos óbvia e mais criteriosa do que a anterior. E tem a ver com vencer superdesafios agindo com base em conhecimentos fundamentais de gestão (“back to basics”), o que requer humildade.
Então: pensar no longo prazo quando pensar sobre talentos, comprometer-se duplamente com propósito e lucro, ser criterioso de verdade para avaliar os méritos das pessoas e humilde o suficiente para lidar com superdesafios são comportamentos que devem ser celebrados como atos de heroísmo, por serem bastante difíceis de adotar sem que a saúde mental seja avariada – são difíceis porque exigem de cada um de nós superar a nós mesmos, o que sai do terreno puramente racional para o emocional.
O tema desta Review, portanto, é o “novo heroísmo” corporativo, e o consideramos uma leitura obrigatória para líderes e área de recursos humanos. Para fechar, ainda há um artigo sobre equipes cosmopolitas de empresas multinacionais, que são necessárias, mas especialmente desafiadoras em tempos de nacionalismos exacerbados. Essas equipes também demandam heroísmo no momento.
Da minha parte, esse heroísmo me conforta, porque é profundamente humano. Não depende de uma picada de aranha radiativa nem de pessoas vindas do planeta Krypton. E o melhor é que nos diferencia das máquinas; a inteligência artificial não sabe ser heroica porque não tem emoção. Fica claro com esse heroísmo que a inteligência humana é a melhor; combina, como diz o neurocientista António Damásio, razão e emoção.
Minha hipótese é de que você que me lê já é um herói e pode ser ainda mais super depois desta Review. Boa leitura!
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