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Em uma jornada repleta de complexidade e decisões emocionais, a inteligência artificial deve ser o motor invisível que empodera clientes e parceiros para uma experiência mais fluida e centrada nas pessoas
O avanço exponencial da inteligência artificial nos últimos anos tem mobilizado o mercado em torno de uma mesma pergunta: como integrar a IA de maneira relevante aos negócios? Para boa parte das empresas de tecnologia, como é o caso do QuintoAndar, essa e outras inovações deixaram de ser apostas há tempos. Elas já fazem parte da infraestrutura estratégica da companhia e ajudam a reforçar uma crença importante: o protagonismo deve ser a experiência do cliente, não a ferramenta.
Especificamente a nova geração de IA generativa, que ganhou os holofotes nos últimos dois anos, trouxe elementos importantes para a discussão, ao promover personalização em escala, redução de atritos operacionais e maior segurança na tomada de decisões — aspectos que podem representar uma virada de chave na forma como empresas, clientes e parceiros se relacionam com a jornada de compra, venda e locação de imóveis.
Tecnologias como machine learning e análise de dados têm sido os pilares das inovações no QuintoAndar desde o início. Fomos pioneiros em oferecer a possibilidade de assinar um contrato de aluguel sem fiador, por exemplo, um benefício que foi viabilizado com base em modelos de machine learning, há quase uma década. Hoje, mais de dois milhões de pessoas já foram impactadas pelo modelo mais ágil de análise de crédito, prova de que a verdadeira inovação está na relevância prática para quem a utiliza, não apenas na novidade técnica.
Nesse sentido, pode-se dizer que somos veteranos curiosos: buscamos constantemente novas soluções que ajudem a resolver problemas concretos e tragam valor funcional e emocional à jornada de clientes e parceiros. Acompanhamos de perto o avanço da IA generativa, estudando-a cuidadosamente, para concluir que, de fato, ela representa um divisor de águas na forma como as pessoas interagem com o mundo, assim como foi a internet há algumas décadas. Olhando especificamente o setor imobiliário, a modalidade pode gerar de US$ 110 bilhões a US$ 180 bilhões ou mais em valor, de acordo com a McKinsey Global Institute (2023).
Hoje, mais de dois milhões de pessoas já foram impactadas pelo modelo mais ágil de análise de crédito, prova de que a verdadeira inovação está na relevância prática para quem a utiliza, não apenas na novidade técnica
Em janeiro de 2025, demos nosso primeiro grande passo nessa frente da IA generativa, quando lançamos um novo formato de busca de imóveis. A partir de um modelo conversacional, os usuários podem descrever o que buscam com linguagem natural, por texto ou voz, incluindo preferências como “sala ampla”, “piso de madeira” ou “cozinha aberta”. A tecnologia combina machine learning e reconhecimento de imagem para analisar milhares de anúncios simultaneamente, interagindo com o usuário em tempo real para refinar os resultados. Os imóveis sugeridos são organizados de acordo com os critérios indicados, priorizando, nas respostas, as imagens que evidenciam exatamente os elementos mencionados.
A ferramenta também potencializa o trabalho dos corretores, que passam a conduzir visitas com leads mais qualificados. Isso libera tempo para que possam se concentrar em atividades onde o olhar humano faz toda a diferença: interpretar contextos, compreender emoções e oferecer apoio e empatia na hora da tomada de decisão — algo crucial em uma escolha tão subjetiva e emocional quanto escolher o lugar onde se vai viver.
Mesmo com poucos meses de implementação, os resultados já indicam um aumento significativo nas taxas de conversão entre quem utiliza a nova busca, mostrando que ela, de fato,encurta o caminho até o “match” ideal. Mais do que uma inovação funcional, a ferramenta parece sinalizar um novo paradigma na maneira como as pessoas vão procurar imóveis daqui em diante. E esse avanço é especialmente relevante em um setor que precisa atender, simultaneamente, milhares de pessoas com necessidades únicas. No QuintoAndar, por exemplo, temos, em média, 14 mil contratos de aluguel e 2,3 mil transações de compra e venda finalizadas todos os meses.
Mas essa é só a porta de entrada. A busca é o primeiro contato com a jornada de moradia — e a IA generativa pode ser arquitetada para aprender com novos contextos e atender às peculiaridades das etapas seguintes. Isso inclui desde o suporte aos proprietários no momento da precificação e anúncio dos imóveis até a automatização do agendamento de visitas e o aperfeiçoamento do atendimento no pós-contrato.
O futuro aponta para uma experiência altamente personalizável, mais fluida, que antecipa necessidades e livra o usuário de tarefas operacionais repetitivas, seja ele cliente ou corretor. Até lá, o caminho exige estudo, experimentação e responsabilidade. A regra de ouro permanece: conhecer a fundo as dores de clientes e parceiros, focando no impacto real que cada transformação pode gerar. Cada avanço deve ser compreendido como parte de um sistema mais amplo — sustentado pela consistência e não por inovações isoladas.
Afinal, quando falamos de moradia, falamos de uma das decisões mais importantes da vida de uma pessoa. A tecnologia não deve ser o espetáculo — mas sim o palco, os bastidores e a infraestrutura para que o verdadeiro espetáculo aconteça: cada vez mais pessoas amando viver onde moram.
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