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Esse modelo, em parceria com consumidores e também com o pessoal da linha de frente e com concorrentes, vai na contramão de tudo que se faz no mundo
Se compararmos os barbeadores elétricos da Philips à venda em lojas de Nova York, Londres ou Tóquio, veremos que são todos muito parecidos. Já em Xangai, ou em uma cidade chinesa menor como Yantai, a coisa é diferente. Lá a Philips tem produtos que surgiram de inovações locais e são customizados para o consumidor chinês.
É natural que uma multinacional queira adaptar seus produtos para atender a um mercado. Como observou um executivo da Philips, uma cidade do segundo escalão na China pode ter um mercado endereçável maior do que o da maioria dos países europeus. O que surpreende é que a Philips não sente necessidade de fazer essa inovação sob medida em muitos países grandes. Mas na China, sim. Qual a grande diferença de atuar naquele mercado que pede uma abordagem totalmente distinta da adotada em outras partes do mundo?
Nos últimos três anos, fizemos dois grandes e significativos estudos de inovação em empresas. O primeiro analisou práticas de inovação em oito países, a maioria deles bastante desenvolvidos. O segundo olhou especificamente para a inovação na China, um mercado no qual o rápido crescimento que gera um volume desproporcionalmente grande de novos clientes para muitos setores e no qual infraestruturas digitais avançadas, incluindo plataformas digitais com alta penetração, facilitam o acesso a esse público. Estudamos tanto empresas locais como estrangeiras estabelecidas no país.
Descobrimos que, fora da China, a inovação segue um modelo bastante uniforme. Mas lá dentro a situação é diferente: tanto empresas chinesas como estrangeiras adotam outro modelo.
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