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Conheça cases de produtos inteligentes que transformaram modelos de negócio, criaram novos serviços e ampliaram a experiência do consumidor
MUITOS LÍDERES de empresas de produtos e serviços ancoradas em cadeias de valor tradicionais buscam saídas para vencer na economia digital. Para eles, uma das perguntas mais importantes a fazer é como converter sua clientela atual em usuários digitais. É que o cliente digital faz mais do que comprar: toda sua interação com o produto ou serviço gera dados que a empresa pode usar para ir incrementando o valor que entrega ao cliente ao longo do tempo. E essa informação também ajuda a atrair mais clientes, a gerar novas fontes de receita e a ampliar a área de atuação da empresa. São dados gerados por clientes, em geral combinados com outros fluxos de informação, que alimentam o motor de crescimento de empresas erguidas sobre plataformas digitais como Amazon e Google.
Organizações convencionais em geral colhem dados episódicos de eventos isolados, como, digamos, a venda de um produto ou a remessa de um componente. Já Amazon e Google captam um fluxo contínuo de dados em todo ponto de contato com o cliente em suas plataformas — e usam esse fluxo para gerar uma nova espécie de insight que exerce um papel maior em suas operações. Todo cliente seu é um cliente digital. Agora, graças a tecnologias como sensores, internet das coisas e inteligência artificial, empresas tradicionais também podem converter seu público em clientes digitais que produzem fluxos de dados em sua interação com produtos conectados.
A fabricante americana Sleep Number usa sensores em seus colchões para monitorar a frequência cardíaca e a respiração do usuário. Com esses dados, consegue detectar problemas crônicos como apneia do sono e síndrome das pernas inquietas, o que lhe permite atuar também no segmento de bem-estar. Em máquinas da Caterpillar, sensores geram dados que a gigante de equipamentos pesados usa para monitorar desgaste de peças, prever falhas de componentes e abrir novas fontes de receita com serviços de pós-venda. A seguradora Chubb está instalando sensores em edifícios para detectar vazamentos de água a tempo de evitar sinistros. Assim, pode ir além da mera indenização para entrar também na prevenção de danos.
Apesar de tantas promessas, há uma série de desafios para as empresas tradicionais – que precisam pensar em propostas novas, montar a infraestrutura e a estratégia de dados, contratar pessoas competentes na área digital e na de design de produtos e reformular processos de inovação para criar um ciclo de feedbacks com base em dados úteis da interação com clientes. Precisam, além disso, aprender a promover e vender essa proposta para montar uma base nova de clientes digitais e colher os benefícios da transformação digital.
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