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Uma análise do livro “Super Agers”, de Eric Topol, e uma conclusão: o comportamento impacta mais a saúde do que o sistema de saúde ou a genética. Se você melhorar os cinco pilares centrais descritos neste artigo, pode dar saltos drásticos de qualidade de vida
Quem trabalha com os avanços da ciência e da tecnologia sabe que não é possível prometer parar o envelhecimento. Mas, a cada dia, essas inovações nos permitem sonhar — e agir — para que a segunda metade da vida seja muito mais saudável do que a de nossos antepassados.
Na coluna de hoje, abordo o recém-lançado livro Super Agers: An evidence-based approach to longevity, do cardiologista e pesquisador Eric Topol — uma das maiores referências globais em inovação na saúde e autor de Deep Medicine, obra marcante sobre inteligência artificial (IA) na medicina. Nesta nova publicação, Topol propõe uma revolução científica e prática: estender o chamado “healthspan” — termo em inglês que designa os anos vividos com saúde e vitalidade — por meio de cinco dimensões interconectadas.
Um destaque importante do livro é a análise do estudo Wellderly, conduzido por Topol com pessoas com mais de 80 anos que se encontram em plena saúde. A conclusão foi surpreendente: o diferencial não estava nos genes, e sim no estilo de vida e nível educacional.
“Embora o estudo de vários anos não tenha conseguido desmistificar o papel do nosso DNA em atingir a expectativa de vida mais longa, ele abriu nossas mentes para outros fatores.”
Essas pessoas tinham, em média:
Estamos, de fato, vivendo mais. Mas nem sempre estamos vivendo melhor.
Isso significa que milhões de brasileiros estão iniciando precocemente uma jornada de doenças evitáveis: doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão, síndrome metabólica, cânceres ligados ao estilo de vida, transtornos mentais e doenças neurodegenerativas.
Vamos agora às cinco dimensões descritas no livro — com destaque para a primeira, como propõe o Dr. Eric Topol, e com a qual eu concordo 100%:
Esse conhecimento se expandiu significativamente para o que ele chama de dimensão “estilo de vida+”, pois agora inclui exposições ambientais amplamente definidas.
O estudo e a manipulação das 37 trilhões de células humanas permitem avanços no mapeamento celular, abrindo portas para intervenções regenerativas e terapias personalizadas.
Inclui genômica, transcriptômica, proteômica, metabolômica, epigenética e microbioma, permitindo uma visão integrada e altamente individualizada da saúde.
Está começando a desempenhar um papel fundamental na prevenção de doenças relacionadas à idade e pode determinar com mais precisão o risco de uma pessoa desenvolver condições específicas, propiciando o avanço da precisão na medicina.
Novos medicamentos e vacinas estão sendo desenvolvidos rapidamente porque agora podemos prever a forma atômica de mais de duzentos milhões de proteínas. Com o uso de IA, é possível desenhar proteínas artificiais com finalidades terapêuticas inéditas. Casos como Ozempic e Wegovy mostram como algoritmos aceleram a inovação farmacêutica.
Todas as cinco dimensões interagem. Nosso estilo de vida molda o microbioma e as células; a resposta a medicamentos e vacinas é influenciada pela genômica e, agora, também por algoritmos inteligentes.
Topol afirma no livro, e em entrevista recente ao Wall Street Journal, na qual conta o que pratica no seu dia a dia, que começou o livro pela dimensão Lifestyle+ porque ela permite o maior ganho sem tecnologias caras ou sofisticadas.
E é justamente esse o ponto central de nossas conversas aqui na coluna: o poder do estilo de vida como remédio.
A meu ver, a medicina do estilo de vida, com seus seis pilares integrados (descritos a seguir), é a manifestação prática do conceito de lifestyle+ de Topol:
O desafio? Transformar conhecimento em ação.
A mudança de comportamento é, ainda, o maior problema complexo que enfrentamos — e o elo mais frágil da cadeia da saúde. Por isso, Topol destaca a promessa da inteligência artificial aplicada à ciência do comportamento.
Um exemplo poderoso e promissor é a startup Thrive AI Health, fruto de parceria entre OpenAI e Thrive Global, empresa liderada por Arianna Huffington, que promete usar IA generativa por meio da ferramenta de IA Thrive AI Health Coach, que deve se tornar essencial tanto para a prevenção quanto para a otimização do tratamento de doenças ao atuar sobre cinco comportamentos-chave:
A proposta de Eric Topol não é futurista. É uma convocação urgente baseada em ciência robusta. Ao adotar o conceito de Lifestyle+ e integrar avanços tecnológicos com mudanças viáveis no cotidiano, podemos viver mais — e viver melhor, acrescentar VIDA aos ANOS.
Para líderes, profissionais de saúde, gestores, empreendedores — e para você, leitor — fica o convite:
Embarque nessa jornada de inovação na saúde que transforma vidas!
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