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Pensamento contraintuitivo 4

O crowdsourcing não dá errado; você é que não sabe aproveitá-lo

Pensamentos contraintuitivos 4

Michael Zaggl, Arvind Malhotra, Oliver Alexy e Ann Majchrzak
31 de julho de 2025
12 min de leitura
O crowdsourcing não dá errado; você é que não sabe aproveitá-lo

A ferramenta do crowdsourcing pode ter resultados decepcionantes se não for administrada direito. Na verdade, isso tem ocorrido com frequência. Todos os setores da economia já adotam essa abordagem de solução colaborativa de problemas, que permite explorar um conjunto mais amplo de experiências e perspectivas do que aquilo que alguns especialistas poderiam fornecer, mas mais e mais reclamações sobre ele têm circulado – globalmente.

Um caso exemplar de decepção, ainda que tenha mais de 15 anos, foi a iniciativa da petroleira BP de buscar soluções por meio de crowdsourcing para aliviar os danos causados pelo desastre da plataforma de petróleo Deepwater Horizon, em 2010, uma das maiores tragédias ambientais da história.  A BP recebeu um total de 43 mil ideias. Mas não conseguiu identificar uma única solução. As sugestões eram impraticáveis ou meras mudanças propostas para soluções já existentes.

Fizemos um experimento para descobrir o que faz essa ferramenta de inovação funcionar bem. Em primeiro lugar, o crowdsourcing requer um design cuidadoso e mecanismos sólidos para levantar possíveis armadilhas contidas nas soluções propostas. Em segundo, o design depende do tipo de problema que uma empresa está tentando resolver – se é simples ou complexo. Além disso, especialmente nos casos complexos, precisa haver incentivo para que as pessoas compartilhem seus conhecimentos sobre o assunto e trabalhem sobre as informações que outros já trouxeram. 

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Michael Zaggl, Arvind Malhotra, Oliver Alexy e Ann Majchrzak
Michael Zaggl, Arvind Malhotra, Oliver Alexy e Ann Majchrzak
Michael Zaggl é professor da Neoma Business School, em Reims (França). Arvind Malhotra é professor de estratégia e empreendedorismo na Kenan-Flagler Business School, na University of North Carolina, em Chapel Hill (Estados Unidos). Oliver Alexy é professor de inovação e design organizacional na School of Management da Technical University of Munich, em Munique (Alemanha). Ann Majchrzak é professora de ciências de dados e operações na Marshall School of Business, da University of South California, em Los Angeles (EUA).

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