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O melhor mecanismo para coordenar parceiros

Muitas empresas adotam o tipo de relação cliente-fornecedor e a gerenciam assim, mas projetos de inovação aberta de sucesso recorrem a outro modelo

Ana Paula Paes Leme Barbosa, Mario S. Salerno, Vinícius C. Brasil e Paulo T. de Souza Nascimento
25 de setembro de 2025
21 min de leitura
O melhor mecanismo para coordenar parceiros

1º lugar na seleção MIT SLOAN REVIEW BRASIL de artigos acadêmicos de autores brasileiros em 2021

Uma empresa de tecnologia se associa a uma universidade para desenvolver projetos de inteligência artificial (IA) de impacto social e econômico, como a classificação de AVCs (acidentes vasculares cerebrais) com IA para auxiliar médicos a decidir o melhor tratamento. Outra, do agronegócio, cria um projeto-piloto em uma usina, em parceria com uma startup, buscando melhorar a eficiência das caldeiras. O resultado é menor emissão de CO2, menor consumo de biomassa e, com isso, a solução é adotada em outras unidades da empresa. Uma multinacional brasileira estabelece colaboração com uma startup para aplicar visão computacional e IA ao controle de qualidade em diversos segmentos industriais. E essa startup, por sua vez, participa de projeto de indústria 4.0 com uma universidade.

Esses três casos, que são reais e brasileiros, mostram a força da inovação aberta – o tipo de inovação que acontece quando empresas se associam a universidades, centros de pesquisa, startups e outras organizações para criar novos produtos e serviços.

Geralmente a inovação gerada dessa maneira vira um negócio de modo mais rápido, mais barato e com menos riscos do que quando as empresas agem sozinhas. Há estudos demonstrando que a inovação aberta pode ter resultados até três vezes superiores aos da inovação que é desenvolvida só internamente.

Como vencer a resistência interna à IA
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Ana Paula Paes Leme Barbosa, Mario S. Salerno, Vinícius C. Brasil e Paulo T. de Souza Nascimento
Ana Paula P. L. Barbosa e Mario S. Salerno são professores de engenharia de produção da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP); Salerno é coordenador do Laboratório de Gestão de Inovação. Vinícius C. Brasil é gerente e consultor em estratégia, inovação e corporate venture capital na EloGroup e pesquisador e professor em gestão da inovação. Paulo T. de Souza Nascimento é professor sênior da FEA-USP e coordenador de cursos na FIA. Este artigo foi baseado no paper “Coordination approaches to foster open Innovation R&D projects performance”

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