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Edição #12 do MIT SMR Brasil
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Para alcançar a inovação sustentável, os gestores precisam entender o perfil de suas organizações em relação ao tema e, a partir desse diagnóstico, reorganizar seu arranjo de capacidades de inovação
3º lugar na seleção MIT SLOAN REVIEW BRASIL de artigos acadêmicos de autores brasileiros em 2021
Diante do cenário de mudanças climáticas e da crescente perda da biodiversidade do planeta, é cada vez mais consenso que o desenvolvimento não pode ser concebido sem uma base de sustentabilidade e inovação. Considerando o ambiente de negócios e a pressão social, somados às políticas públicas e aos acordos setoriais, vemos que essa base pode ser natural para startups, por exemplo, mas nem tão natural para as empresas estabelecidas. Em sua maioria, essas empresas são construídas com base em paradigmas que não necessariamente incluem a sustentabilidade. Porém, estão expostas a políticas regulatórias internacionais, principalmente no que diz respeito às áreas ambientais. Isso é ainda mais importante para mercados emergentes e para o Brasil em particular – não apenas porque nosso País ocupa um lugar estratégico no debate mundial sobre mudanças climáticas, como também porque possui uma economia com menores taxas de inovação, por ser orientada para a exportação de commodities.
Há uma grande discussão sobre como as empresas estabelecidas podem inovar e competir com sucesso, em um mercado em constante mudança, se tiverem de alinhar objetivos ambientais e sociais com os econômicos. O desafio não é trivial, de fato, e vem requerendo esforços dedicados a entender as capacidades de inovação existentes nas empresas e a (re)organizar tais capacidades para impulsionar a inovação em sustentabilidade.
A maioria das pesquisas sobre capacidades na esfera da responsabilidade socioambiental se concentra em influências e drivers externos. Alguns estudos que prestam atenção a fatores internos, como o arranjo de capacidades, mostram que as soluções e ações inovadoras em sustentabilidade exigem, por exemplo, habilidades como visão holística, sistêmica e transdisciplinar, novas relações com cadeias de valor, novas tecnologias operacionais e mudanças nos produtos e processos – habilidades que diferem das mais regularmente observadas.

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