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Aprenda, em dez perguntas, como a IA vai atrapalhar (ou ajudar) seus negócios

A inteligência artificial vai afetar substancialmente seu setor – 60% dos executivos já entenderam isso e o restante vai entender. Mas o impacto não será uniforme. Os gestores podem identificar os possíveis impactos e saber como agir – sem desespero – se enfrentarem algumas questões

Julian Birkinshaw
14 de novembro de 2025
28 min de leitura
Aprenda, em dez perguntas, como a IA vai atrapalhar (ou ajudar) seus negócios

À medida que a inteligência artificial muda o mundo dos negócios, a maior preocupação dos executivos é que sua empresa seja uma próxima Blockbuster ou AOL. Em uma pesquisa de 2024 realizada pela MIT Technology Review (revista-irmã desta MIT SMR), 60% dos entrevistados acreditam que a IA generativa afetará substancialmente seu setor nos próximos cinco anos.

Mas apenas em retrospecto fica claro se determinada tecnologia demoliu ou sustentou a liderança de um mercado. Por exemplo, muitos observadores previram que a internet quebraria os serviços financeiros, porém os grandes bancos de hoje são tão poderosos quanto eram há 30 anos. 

A maior tendência entre os executivos em muitos setores é deduzir que a IA será disruptiva. Não estou convencido de que essa seja uma resposta adequada ou correta.

Sim, é importante levar a sério as ameaças, mas o medo também não ajuda, pois pode levar a um comportamento defensivo e a um conjunto limitado de respostas. 

Uma perspectiva mais inteligente é enquadrar a IA como uma ameaça e uma oportunidade. Os executivos devem pensar em como ela pode afetar os seus negócios especificamente. Isso cria espaço para formas mais ponderadas e criativas de agir.

Para que a pesquisa acadêmica sobre ruptura seja útil para os executivos, ela precisa trazer uma orientação melhor sobre como agir. Isso nunca será definitivo, porque as circunstâncias mudam, mas as perguntas de diagnóstico podem ajudar os líderes a avaliarem os riscos e as oportunidades de uma nova tecnologia. 

Este artigo oferece um conjunto de perguntas que, juntas, produzem uma avaliação do potencial disruptivo de qualquer tecnologia emergente. Embora o texto trate principalmente da IA generativa, a estrutura também se aplica a outras tecnologias.

A conclusão a que cheguei é contraintuitiva. Para a maioria dos setores, a IA generativa não será disruptiva. 

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Julian Birkinshaw
Julian Birkinshaw
Julian Birkinshaw é reitor da Ivey Business School, no Canadá, e professor licenciado da London Business School (Reino Unido), além de membro do conselho editorial da MIT SMR.

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