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Ninguém atingirá o net zero sozinho

Cumprir as promessas de zerar as emissões de carbono pode parecer impossível. Mas a experiência das gigantes Basf e Henkel mostra que, com ousadia e muito trabalho coordenado, dá para conseguir resultados excelentes – e em relativamente pouco tempo

Martin Glaum, Alexander Gerybadze, Thomas Müller-Kirschbaum e Ralph Schweens
21 min de leitura
Ninguém atingirá o net zero sozinho

Seja pela regulamentação ou pela consciência, muitas grandes empresas assumiram compromissos para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa. É um desafio e tanto para aquelas com processos industriais que gastam muita energia e para as que vendem produtos que aumentam um bocado nossa conta de luz.

Os programas e diretivas da União Europeia colocaram o assunto na agenda corporativa. À medida que a conformidade com essas normas obriga as empresas a enfrentarem a transição energética com maior urgência do que na América do Norte, surgem avanços.

Estudamos duas das maiores corporações do setor químico da Europa, as alemãs Basf e Henkel. A pesquisa revelou que, mesmo em um contexto industrial especialmente desafiador, é possível alcançar um progresso significativo na redução das emissões. Neste artigo, mostraremos como as metas climáticas de alto nível, definidas na esfera corporativa, podem ser traduzidas em políticas implementadas nas unidades de negócio.

Problemas do carbono no setor químico

De acordo com a Agência Internacional de Energia (mais conhecida pela sigla em inglês IEA), o setor químico é o maior consumidor industrial de energia e o terceiro maior produtor de emissões diretas de CO₂ entre os subsetores da indústria. Além disso, uma característica central do setor é que cerca de metade do petróleo e gás usados é matéria-prima, e não fonte de energia.

Para complicar, as cadeias de valor são altamente complexas e heterogêneas, o que dificulta a avaliação das pegadas de carbono e o desenvolvimento de estratégias para sua redução. Por fim, o setor fornece uma ampla gama de materiais para todos os outros ramos da economia, então as empresas químicas acabam influenciando as pegadas de carbono de várias outras.

Essa interconexão ressalta a importância do pensamento colaborativo e da cooperação ao longo de cadeias de produção, desde os fabricantes de bens primários até os consumidores finais de produtos e serviços. Vamos nos aprofundar nas estratégias da Basf, um colosso com um amplo portfólio, e a Henkel, que é mais especializada e tem um portfólio mais restrito.

Sustentabilidade e produtos químicos

A Basf é a maior empresa química do mundo, com receita anual de US$ 76,1 bilhões em 2023 e cerca de 110 mil funcionários. De 1990 a 2018, ela reduziu suas emissões de CO₂ em quase 50%, em parte desativando usinas a carvão e melhorando a eficiência de seu sistema de produção integrado.

Recentemente, implementou melhorias nas usinas existentes, mudando para um fornecimento de energia renovável, eletrificando seu fornecimento de vapor e investindo em novas tecnologias, como geração de hidrogênio de baixa emissão. A meta é chegar a zero emissões líquidas até 2050.

A Henkel fabrica adesivos industriais, selantes e revestimentos funcionais, bem como produtos de consumo para lavanderia, casa e cuidados com os cabelos. Ela registrou US$ 24 bilhões de receita em 2023 e tem cerca de 47 mil funcionários.

A Henkel reduziu suas emissões em 61% por tonelada de produtos fabricados entre 2010 e 2023, melhorando sua eficiência energética, aumentando o uso de tecnologias digitais e migrando para a energia verde. Para progredir ainda mais, ela estabeleceu três metas: redução de 42% nas emissões absolutas de gases de efeito estufa dos escopos 1 e 2 até 2030, corte de 30% nas emissões de escopo 3 até o mesmo ano e redução de 90% em todos os escopos até 2045, todos medidos em relação a uma base de 2021.

Em 2023, 89% da eletricidade comprada externamente da Henkel vinha de fontes renováveis. A empresa quer usar apenas eletricidade verde até 2030. Além disso, a mudança para combustíveis neutros em CO₂, como biogás e biomassa, contribuirá para a produção neutra em carbono.

As duas empresas deixam pegadas de carbono muito diferentes. As emissões de CO₂ de escopo 1 (causadas diretamente pelas atividades da empresa) e as de escopo 2 (resultantes da produção de energia que a empresa compra) são normalmente vistas como mais fáceis de monitorar e rastrear. Em 2023, elas somaram 17,9 milhões de toneladas para a Basf e 328 mil toneladas para a Henkel.

Já as emissões de escopo 3, que incluem aquelas geradas por fornecedores e clientes, totalizaram 85 milhões de toneladas para a Basf e 32,5 milhões de toneladas para a Henkel em 2023. Essas são mais difíceis de gerenciar.

A maior explicação para as grandes diferenças nas emissões de carbono das duas empresas não está na diferença de tamanho entre elas. Na verdade, devem-se às suas posições na cadeia de valor: a Basf fabrica uma ampla gama de itens, incluindo produtos químicos básicos, enquanto a Henkel compra matérias-primas químicas para incorporar em seus produtos finais.

A maior parte das emissões da Basf ocorre no início de seus processos de produção. A maioria dos produtos químicos tem uma matéria-prima, a nafta, e sua produção requer um processo que consome muita energia, o craqueamento a vapor. A maior parte das emissões de escopo 3 da Basf resulta da compra e transporte de nafta e outras matérias-primas, como gás natural.

Na Henkel, por outro lado, o uso de seus produtos pelo cliente é o que representa a maior parte das emissões do escopo 3. A utilização de produtos de limpeza ou cola quente resultou em 22,2 milhões de toneladas de emissões de escopo 3 em 2023.

Uma grande parte do resto de suas emissões do tipo é atribuível à base de combustíveis fósseis que entram nos produtos da Henkel. Ou seja, uma parte da poluição da Henkel vem da Basf, que é uma de suas fornecedoras.

Para fazer mudanças ousadas, é preciso ter ambição e visão holística

Trabalho em equipe contra emissões de carbono de escopo 3

Como as medidas necessárias para reduzir as emissões de escopo 3 não estão dentro da esfera de ação individual das organizações, o progresso nessa frente exige que elas adotem estratégias cooperativas. Além disso, precisam antecipar e influenciar o comportamento dos usuários finais de produtos e serviços.

Para aumentar a transparência para seus clientes diretos, a Basf foi pioneira em uma metodologia para determinar a pegada de carbono do produto (PCF, na sigla em inglês). O PCF contabiliza as emissões relacionadas à fabricação de um produto.

Seu próximo passo envolve um plano de cooperação com fornecedores para identificar alavancas para reduções adicionais, incluindo o uso de matérias-primas de base biológica. Além disso, a Basf está trabalhando em novas soluções para a economia circular, que devem ajudar a reduzir as emissões no longo prazo.

O plano da Henkel é usar mais materiais de embalagem reciclados e matérias-primas renováveis. Ela está cooperando com seus fornecedores, incluindo a Basf, para conseguir isso. Nos níveis de cliente e consumidor, a empresa quer reduzir as emissões de escopo 3 desenvolvendo novos produtos que requerem menos energia em uso.

A Henkel também tem por objetivo promover mudanças comportamentais entre os consumidores, como a introdução de produtos adaptados para funcionar bem quando usados em máquinas de lavar roupa e lavar louça configuradas para consumir menos energia. A empresa prevê que, à medida que o acesso à energia renovável aumentar, todas as suas emissões diminuirão.

Por que as emissões de escopo 3 são difíceis de gerenciar

Enquanto as emissões de carbono de escopo 1 e 2 ocorrem dentro do domínio de uma empresa, as de escopo 3 envolvem fornecedores e clientes. Muitas vezes é difícil para as organizações obterem dados sobre essas emissões, especialmente quando ocorrem no exterior e quando não são geradas por fornecedores ou clientes imediatos.

Essas emissões costumam ser muito maiores do que as de escopo 1 e 2. Na Basf, representam 83% do total. Na Henkel, 98%. Isso porque dois fatores determinam o montante: a intensidade de carbono da produção industrial e o grau de integração vertical das organizações.

Empresas muito integradas absorvem grande parte das emissões totais nos escopos 1 e 2. Em um cenário extremo, em que todas as atividades produtivas de uma cadeia de valor ocorrem dentro de uma única empresa, todas as emissões estão nos escopos 1 e 2. As únicas de escopo 3 são as provenientes do consumo e descarte dos produtos usados.

Hoje, porém, níveis altos de integração vertical são uma exceção. Muitas empresas têm se concentrado mais nas atividades principais, terceirizando o resto.

Imaginemos o seguinte cenário: um setor com dez empresas operando em etapas consecutivas da cadeia de valor e com emissões distribuídas uniformemente. Cada uma terá 10% do total de emissões relacionadas à produção em seus respectivos escopos 1 e 2. Os 90% restantes estão no escopo 3.

Só que, ao determinar as emissões de escopo 3 de todo o setor, não podemos simplesmente somar as dez empresas, porque assim as mesmas emissões poderiam ser registradas várias vezes. Ou seja, em cadeias de fornecimento globais complexas, com várias camadas de fornecedores, o registro preciso das emissões é um desafio, e o gerenciamento do escopo 3 requer cooperação.

A cooperação Basf-Henkel

Em 2016, a Henkel avaliou sua pegada de carbono e descobriu que cerca de 12 milhões de toneladas de CO₂, ou um quarto de suas emissões totais de escopo 3, poderiam ser atribuídas às matérias-primas que ela adquiria. O conselho de sustentabilidade da empresa estabeleceu uma meta de reduzir a pegada das matérias-primas em cerca de 30% até 2030 e de cortar pela metade o uso de embalagens plásticas feitas de combustíveis fósseis até 2025.

A Basf, um dos fornecedores mais importantes da Henkel, foi a primeira a responder à proposta de reduzir as emissões. Ao longo da década de 2010, a pegada de carbono foi um tópico cada vez mais importante nas comunicações da Basf com seus clientes, particularmente aqueles que ofereciam produtos de consumo.

A Henkel, por sua vez, foi um dos primeiros clientes da Basf a estabelecer metas concretas e ambiciosas de redução de CO₂. As empresas concordaram em trabalhar juntas e criaram uma equipe composta por especialistas em P&D, compras, produção e marketing de ambas as corporações.

Em 2021 e 2022, o time trabalhou na seleção do melhor conjunto de ingredientes para atingir a menor pegada de carbono possível, mantendo os níveis de qualidade. A meta da Henkel de reduzir a pegada de escopo 3 de suas matérias-primas coincidiu com a meta da Basf de reduzir suas emissões de escopos 1 e 2.

A colaboração decolou quando os líderes de ambas as empresas concordaram em tornar o projeto uma prioridade. O banco de dados PCF da Basf foi fundamental, porque trouxe uma compreensão precisa das emissões dos suprimentos da Basf para a Henkel, revelando os maiores contribuintes e potenciais alavancas eficazes para a redução de CO₂.

O segundo passo foi a adoção em larga escala do balanço de biomassa certificado da Basf. Nessa abordagem, os hidrocarbonetos de fontes fósseis são substituídos por hidrocarbonetos de fontes não fósseis.

A Basf criou uma cadeia de custódia fechada, desde os insumos renováveis que usa até os produtos finais, que são auditados e certificados por um órgão independente. Os produtos feitos a partir de biomassa têm as mesmas propriedades daqueles feitos com seus equivalentes fósseis, e as formulações dos produtos não precisam ser alteradas. O uso de matéria-prima de biomassa no sistema de produção pode, portanto, ser feito rapidamente e em larga escala.

Como resultado da colaboração, 110 mil toneladas de matéria-prima de fontes renováveis substituem materiais de origem fóssil. Isso significa que muitos dos produtos da Henkel agora têm uma pegada de carbono bastante reduzida, evitando cerca de 200 mil toneladas de emissões ao longo dos quatro anos de projeto, que começou em 2022.

A ambição é importante, e a Basf e a Henkel pensaram grande desde o início, adotando uma visão holística do portfólio. Também era importante que ambas as empresas incluíssem representantes de suas respectivas equipes de P&D, compras, vendas e marketing em um time de projeto que enfrentasse todos os desafios como se estivessem trabalhando para uma única empresa.

Elas conseguiram isso rapidamente. Todo o projeto levou menos de dois anos para ser implementado.

Com a parceria, a Henkel ganhou uma vantagem de pioneirismo diante de outros fabricantes de produtos de cuidados pessoais e domésticos. O compromisso de um parceiro forte como a Basf significa para a empresa um importante passo à frente em seu roteiro de emissões zero.

Emissões de escopo 3 só se reduzem se as empresas agirem juntas

É claro que a colaboração também enfrentou desafios. A nova abordagem exigiu dinheiro e pessoal adicionais e também trouxe mais complexidade. O uso de biomassa é mais caro do que o de materiais tradicionais de base fóssil, por isso houve intensas discussões entre a Basf e a Henkel sobre como compartilhar os custos extras de forma justa.

Rastreando insumos renováveis

A indústria química usa um pequeno número de matérias-primas para produzir milhares de produtos finais. No entanto, quando se usam insumos renováveis junto com não renováveis (de origem fóssil) nos processos de produção existentes, muitas vezes é praticamente impossível rastrear essas matérias-primas sustentáveis nos diferentes estágios da cadeia de valor.

Isso cria um problema de comunicação. Quando não é possível determinar quais insumos acabam em um determinado produto final e em quais proporções, as empresas não podem informar com credibilidade aos consumidores o grau em que seus produtos são sustentáveis.

Uma possível solução é a abordagem de balanço de massa. Trata-se de um mecanismo de contabilidade destinado a rastrear diferentes tipos de insumos ao longo de um sistema de produção.

A abordagem se baseia no princípio da conservação da massa. Ou seja, a noção de que a massa pode ser transformada de uma forma para outra, mas não pode ser criada ou destruída.

Em sua forma mais simples, a abordagem do balanço de massa funciona da seguinte maneira. Primeiro, deve-se definir o sistema para o qual ela deve ser aplicada, como uma linha de produção ou uma fábrica.

Em segundo lugar, determinamos o período durante o qual os valores de entrada e saída precisam ser combinados. Em terceiro, identificamos e quantificamos todos os insumos (renováveis e não renováveis) que entram nos processos de fabricação e, também, todos os produtos, incluindo quaisquer subprodutos ou resíduos que deles resultem.

Em quarto lugar, atribuímos as quantidades e qualidades dos vários insumos renováveis e não renováveis, de maneira sistemática e confiável, às quantidades de saída (produto). Essa atribuição pode ser baseada na conexão física ou, como no caso de cadeias de fornecimento complexas, por meio da transferência de características do produto sob acordos contratuais especiais. Um sistema de documentação rigoroso garante que todas as entradas sejam contabilizadas e que não ocorra dupla contagem.

A abordagem de balanço de massa surgiu no fim do século 19 e, desde então, tem sido aplicada e refinada por engenheiros para analisar e otimizar processos na fabricação de produtos químicos (e também em outros setores). Ela pode fornecer transparência e confiança em ambientes industriais que trabalham bens e materiais com propriedades diferentes.

O que é necessário em tais contextos é a padronização e aplicação abrangente de sistemas de documentação e contabilidade em locais de produção e empresas, bem como controle rigoroso de terceiros, o que permite a rastreabilidade mesmo em processos de produção complexos. Em 2020, a abordagem de balanço de massa foi reconhecida como um modelo de cadeia de custódia (ou seja, garante a rastreabilidade e a responsabilidade de um produto em toda a sua cadeia) sob a norma internacional ISO 22095:2020.

Um passo em direção à sustentabilidade

A colaboração Basf-Henkel oferece algumas lições para empresas com aspirações semelhantes:

  1. Pense grande e tenha coragem. Embora muitas organizações estabeleçam metas ambiciosas de redução de gases de efeito estufa, nem sempre elas implementam novas práticas em escala. Pequenos projetos-piloto são úteis para testar a viabilidade tecnológica de mudanças na produção, mas, sem medidas significativas e substanciais em vigor, as empresas não serão capazes de atingir suas metas. Para alcançá-las, as economias de escala são cruciais. Em vez de mudar apenas a base de matérias-primas e só para alguns produtos ou linhas de produtos menores, as empresas devem visar marcas de grande volume. Projetos maiores podem não exigir muito mais esforço do que os menores e terão um impacto significativamente maior.
  2. Encontre um parceiro forte. Também é crucial se unir a parceiros dentro da cadeia de valor que tenham uma visão comum, capacidades tecnológicas e recursos para entregar. Isso é fácil de dizer, mas orquestrar uma cooperação eficaz requer comprometimento, experiência e competências de longo prazo de ambos os lados. As culturas das empresas devem ser compatíveis para permitir o planejamento e a execução conjuntos e, em particular, lidar com dificuldades imprevistas. É mais provável que os envolvidos estejam dispostos a ir além quando todos acreditam na importância real da redução de emissões.
  3. A alta administração deve estar envolvida. A interação constante entre a gestão e a equipe do projeto promove resultados rápidos e tangíveis, especialmente quando surgem dificuldades imprevistas. Somente os gestores seniores têm autoridade para resolver rapidamente questões como o problema de compartilhamento de custos enfrentado pela Henkel e pela Basf. Quando eles agem de maneira rápida, decisiva e justa, evitam que os projetos fiquem atolados, mantêm o moral e motivam os gestores em níveis operacionais a serem igualmente decisivos.
  4. Incentive a agilidade. Muitas variáveis – fornecimento e custo de matéria-prima, preferências do consumidor e disposição para pagar mais por produtos mais sustentáveis – podem variar entre os mercados e ao longo do tempo. Isso significa que os projetos para reduzir as emissões exigem flexibilidade e capacidade de adaptação. Por exemplo, se os consumidores preferem produtos sustentáveis, mas não estão dispostos a pagar a mais por eles, as empresas precisam de flexibilidade para experimentar ideias criativas para manter as margens de lucro e as taxas de crescimento em níveis saudáveis.

A COLABORAÇÃO BASF-HENKEL pode ser vista como um farol na indústria química. Demonstra que, com um compromisso claro, abertura, competências combinadas, recursos suficientes e esforços conjuntos, é possível uma transformação significativa, muito além dos pequenos projetos-piloto que o setor havia empreendido antes. Ambas as empresas estão estendendo suas estratégias colaborativas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa a outros parceiros.

A estratégia colaborativa que descrevemos também pode ser aplicada em outros setores. Por exemplo, os fabricantes automotivos estão trabalhando com fornecedores de aço e alumínio para reduzirem as emissões de escopo 3 por meio de metais de baixo carbono. As metas no setor de construção exigem maiores quantidades de aço e cimento produzidos de maneira sustentável.

Todos os principais setores de manufatura, sejam de máquinas-ferramentas, eletrônicos ou bens de consumo embalados, precisam desenvolver abordagens de balanço de materiais específicas, bem como novas formas de colaboração. A experiência Basf-Henkel mostra que, com parcerias fortes, é possível fazer progressos reais.

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Martin Glaum, Alexander Gerybadze, Thomas Müller-Kirschbaum e Ralph Schweens
Martin Glaum, Alexander Gerybadze, Thomas Müller-Kirschbaum e Ralph Schweens
Martin Glaum é professor de contabilidade internacional na WHU - Otto Beisheim School of Management (Alemanha). Alexander Gerybadze é professor de gestão internacional e inovação na University of Hohenheim (Alemanha). Thomas Müller-Kirschbaum foi vice-presidente de inovação e sustentabilidade da Henkel até 2020. Ralph Schweens foi presidente da divisão de sustentabilidade da Basf até 2023.

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Sumário da review: edição #37 do MIT SMR Brasil.
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